O receptor regenerativo foi inventado em 1912 e patenteado em 1914 pelo engenheiro elétrico americano Edwin Armstrong, quando ele ainda era estudante na Columbia University. Esse tipo de receptor dominou a recepção de rádio entre 1915 e a Segunda Guerra Mundial por sua excelente sensibilidade com poucos componentes.
Em 1922, Armstrong apresentou uma evolução importante: o receptor super-regenerativo, que usa um processo de oscilação controlada (quench) para obter ganho extremamente alto com um circuito simples. Embora não tenha sido muito usado em rádios comerciais de alta qualidade, tornou-se popular em aplicações especializadas e projetos experimentais por causa da simplicidade e do desempenho.
Origem do Projeto Mangava
O receptor super-regenerativo Mangava apareceu pela primeira vez no site da Rádio Sociedade Técnica (https://www.rst.qsl.br/in%C3%ADcio/galenas-regenerativos/regenerativo-mangava-1), dentro da seção de receptores regenerativos experimentais. O objetivo era oferecer um projeto:
Simples de montar
Com poucos componentes
Alta sensibilidade
O Mangava original já mostrava excelente desempenho para um circuito tão enxuto, mas como todo projeto experimental, abriu espaço para melhorias.
Depois de algum tempo surigiu o Mangava 2, trazendo uma melhoria importante: uma etapa adicional de áudio com transistor BC548 e controle de volume. Isso resolveu uma das limitações práticas do circuito inicial — o baixo nível de áudio disponível diretamente no detector.
As melhorias trouxeram:
Mais volume de áudio
Melhor adaptação a fones comuns
Ajuste de nível de saída
Menor carregamento do detector de RF
Mangava-2/ JR
Com a colaboração do radioexperimentador Lobato PY4JR, de Belo Horizonte, o projeto recebeu novos refinamentos práticos. As mudanças envolveram principalmente:
Melhorias Implementadas
Ajustes na realimentação regenerativa
Alterações na seção de sintonia
Melhor desacoplamento de alimentação
Redução de instabilidades
Aumento perceptível de sensibilidade
O resultado foi tão positivo que a versão passou a ser conhecida como Mangava-2 / JR, onde “JR” vem do indicativo PY4JR — e também lembra “Junior”, marcando a evolução do projeto original.(https://www.rst.qsl.br/in%C3%ADcio/galenas-regenerativos/regenerativo-mangava-2)
Montando um Mangava 2Mostramos aqui o receptor que montamos, onde você pode visualizar as modificações realizadas no nosso projeto:
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Receptor Super Regenerativo Mangava 2 |
Optamos por montar a parte de RF e pré amplificação em uma placa separada do circuito amplificador de áudio neste projeto. A sintonia do circuito foi feita utilizando o diodo varicap BB112. Adicionamos um regulador de tensão LM7809 para que o amplificador de áudio com base no CI LM386 tivesse maior proteção... Fizemos também uma derivação na bobina para que o receptor pudesse sintonizar as faixas de 31 e 25 metros...
Abaixo temos o esquema completo com as alterações que foram feitas em nossa montagem, com exceção da bobina.
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O circuito de sintonia deve ser ligado nos pontos A, B e C, conforme a figura abaixo:
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Mostramos na imagem abaixo a placa montada com os principais componentes, com exceção da bobina:
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Na figura abaixo você pode conferir os detalhes das ligações do circuito:
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Na placa principal estão as indicações das ligações da antena (Ant) e atenuação (At.)... A ligação do terra é feito no GND do circuito (parte negativa)...
A prática de sintonizar um rádio do tipo regenerativo você adquire com o tempo, pois exige constantes ajustes de sintonia e regeneração para se obter a melhor recepção...
Abaixo mostramos um vídeo do nosso receptor em funcionamento:
No link abaixo você pode fazer o download de todos os arquivos necessário para esta montagem:
Boa sorte na montagem...
Benedito Amaral









